sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pra viver o basquete como vivi, tem que amar, só amando mesmo








                Como a tempos não escrevo para meu blog de basquete, hoje sento em frente ao computador, com uma vontade enorme, falar sobre esse, que se tornou o maior em minha vida, não sei se no pais do futebol cheguemos a ser numero 1, 2, enfim, pouco me importa, aprendi a amar, e quando se ama, o resto é secundário.
Eu que nasci maior do que a média, média nacional, bom para o futebol ou não apto, então, como predestinado pelo Meu Deus, eis que ao se dar conta, uma bola velha amanheceu no meu portão, e daquele dia em diante, reconheci o que me fora dado, aceitei a benção, e fui lutar pelo meu, fiz por mim, fiz por você.
No começo, sozinho irmão, foi luta, me lembro bem, de bicicleta, cedinho, ia treinar, era eu, sem ninguém pra me aconselhar, uma bola uma tabela, sonhos e vontades, e foi assim, anos, manhã, tarde, o menino grande, sem amigos, mas cheio de sonhos que um dia seriam coroados, enfim, foram coroados, primeiro contrato, realizei, não, o destino que nos prega peças, sorri com nossa amargura, e os sonhos desmoronados nas trevas que se tornariam os anos seguintes, cirurgias, tratamentos, e a visão prejudicada, cego, parei, mas não desisti, continuei, sorri.
E a volta foi conturbada, o que era só continuava só, então, fui busca, olha que era um horário todas as terças e quinta, de inicio, quatro e meia as 5 e meia, e tinha que varrer a quadra, pense, inicialmente só, continuava os treinos, logo alguém se uniu, éramos dois, uns 2 meses éramos 10, não tinha mais pretensões profissionais, haviam se passado 3 anos, só queria brincar, correr pelo esporte, de 10 a 20 foram mais alguns meses, e logo, fortes em união, o primeiro convite, jogos abertos, vamos, apoio? Nenhum, bola, as nossas compradas pelo próprio querer, uniformes, os velhos e desgastados inúteis a outras modalidades, e fomos, guerreiros da derrota beirando o 150 a 20, que mesmo humilhados, voltariam a quadra, fome de bola, amantes do esporte, o resultado pouco importava, a vitoria era estar ali.
E daqueles, bem poucos continuam até hoje, guerreiros, só assim posso chamá-los, só assim me sinto, pois uma guerra, e dali a uma fase final foi uma evolução, em um ano, éramos mais do que um amontoado, era já um time, logo, apoios, um treinador, em um ano evoluímos 10, e assim foi-se um ano, até que, dispersados, divididos, quase paramos, fomos atacados e nos tentaram parar, não parei, não tem treinador, eu treino, inexperientes, humilde em admitir, cresci e evolui, não podia largar, não podia deixar acabar, e não acabou.
Os anos mais recentes, crescemos de novo irmão, time adulto que era único aqui, hoje, adulto, sub 18, sub 15, sub 13, masculino, time feminino, não digo que busquei e corri sozinho, Deus, e uma pá de amigo que jamais, jamais abandono, certo que alguns já se foram, outros chegaram, mas há aqueles que são constantes, cada um de seu jeito, mas constantes, unidos, e formadores dessa família, o tal basquetebol matinhos.
Hoje, nada pode nos parar, nada nos intimida, se querem briga, briga teremos, somos unidos, conhecedores das nossas lutas, não chagamos a onde chegamos a toa, e por isso nada pode nos abalar, se nos dão atenção, damos em dobro, lutamos, suamos nosso sangue pra chegar aqui, e não é qualquer barreira que nos tirará.
Então, eis que digo, afirmo, reafirmo se precisar, só quem ama, só quem sente orgulho, pode fazer a historia do seu esporte, se misturar a historia de sua vida, evidente, não há mais Leandro, há o Leandro do basquete, é assim com você? Sei que sim irmão, somos um só, somos mais, unidos somos basquete matinhos.



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